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Planejamento financeiro: como fazer e colocar em prática?

Planejamento financeiro: como fazer e colocar em prática?

Não restam dúvidas de que planejamento financeiro é algo essencial para todos aqueles que desejam ter uma boa saúde financeira.

Aquilo que não se planeja pode facilmente virar uma bagunça, sobretudo em se tratando de dinheiro. Quando não há nenhuma diretriz sobre a forma como os nossos recursos devem ser gastos, é comum que o nosso desejo de gastar leve as nossas despesas para níveis acima do que podemos pagar.

Por isso é fundamental ter um planejamento financeiro. Isso vai te ajudar bastante no caminho rumo ao enriquecimento.

Neste artigo iremos te ensinar, de maneira simples, a fazer um planejamento financeiro e colocá-lo em prática.

Mapeamento das suas despesas

O primeiro passo, por mais que possa parecer clichê, é mapear todas as suas despesas. Saber o valor de todas elas, sua frequência (de quanto em quanto tempo você precisa pagá-la) e sua origem (ou seja, com o que você gastou esse dinheiro).

Você pode fazer isso anotando tudo que você gasta em algum lugar, para analisar ao final do mês, ou olhando a fatura do seu cartão, caso você use, pois lá estará tudo à mostra.

Isso permitirá que você tenha uma boa noção do destino do seu dinheiro, possibilitando um melhor e mais consciente planejamento.

Diagnóstico financeiro: um cálculo simples

Uma vez que você já tem claro a situação das suas despesas, está na hora de ver se você está no verde ou no vermelho. É de suma importância que você faça isso pois é essa conclusão a que irá te dizer se você está:

  • situação crítica, gastando muito mais do que você ganha
  • situação inadequada, gastando pouco mais do que você ganha
  • neutro, ficando (mais ou menos) no zero a zero
  • com pouca margem, gastando pouco menos do que você ganha
  • com boa margem, gastando bem menos do que você ganha

Como imaginado, para fazer esse cálculo basta você pegar o que você ganha e subtrair do que você gasta: (tudo que você ganha) – (tudo que você gasta) = saldo financeiro.

Planejamento financeiro na prática: a regra 50-30-20

A regra 50-30-20 é muito simples e te ajuda na hora de direcionar sua renda para os gastos do mês. Ela é dividida em três grandes grupos:

50% para gastos essenciais:

essa maior parte da sua renda é aquela que será destinada aos gastos necessários para você se manter no seu dia a dia.

Despesas que não podem deixar de ser pagas como aluguel, conta de luz, água e gás, parcelas de um financiamento já contraído, telefone, escola ou faculdade, plano de saúde, transporte, etc. Basicamente, gastos que aparecerão todo mês e com valores uniformes.

30% para gastos livres:

essa é aquela parcela da sua renda que poderá ser utilizada com aquilo que te dá prazer e te faz feliz. Esse grupo engloba os gastos do seu estilo de vida que não são essenciais (e poderiam ser cortadas em momentos de necessidade), mas que fazem você se sentir bem e aproveitar a vida: compras no shopping, baladas e bares, restaurantes, assinaturas de revistas e jornais, viagens, salão de beleza, etc.

Essas despesas não devem nunca ser negligenciadas, pois são fundamentais para que haja equilíbrio em sua vida. Mas elas devem sempre vir após os gastos essenciais e com despesas financeiras, de modo que você consiga gastar essa quantia com tranquilidade.

20% para prioridades financeiras:

essa parcela da sua receita mensal deve ser destinada às suas prioridades financeiras. Dependendo da sua situação, podem existir 2 prioridades financeiras.

Quitar dívidas:

se você está endividado, acabar com as dívidas deve ser sempre sua maior prioridade. Inclusive, caso sua situação de endividamento esteja muito grave, é recomendado que o percentual destinado à essa finalidade seja maior do que 15%. Dessa forma, você poderia cortar dos 30% direcionados aos gastos com diversão e estilo de vida (que possuem uma margem maior para ser cortada) e até mesmo dos 50% para gastos essenciais (que embora possuam menor margem, ainda podem ser diminuídos em casos extremos).

Poupar e investir:

se você não possui dívidas, sua prioridade será economizar dinheiro para construir um bom patrimônio, seja para garantir uma melhor condição de vida no futuro, seja para atingir compromissos de médio e longo prazo, como comprar a casa própria ou abrir um negócio.

Nesse caso, essa parte da sua renda seria direcionada para, primeiramente, construir sua reserva de emergência (clique aqui para entender melhor), com um valor de 3 a 9 vezes o seu custo de vida mensal. Tendo esse colchão de emergência construído, já é recomendado direcionar essa renda para fazer investimentos (com bastante estudo e, se possível, ajuda de um profissional).

Basicamente, essa é a regra 50-30-20 de planejamento financeiro. Se aplicada com consistência, ela vai te gerar ótimos frutos no futuro!

OBS: talvez essa regra não se aplique exatamente ao seu orçamento. Nesse caso, bastar avaliar a sua condição e redefinir a porcentagem da renda que será destinada para cada grupo.

Mas lembre-se que nenhum grupo deve ser deixado de lado. Tanto as prioridades financeiras quanto os gastos livres são essenciais para que você consiga manter a disciplina no longo prazo e obter bons resultados.

Conselhos finais

Repense os seus gastos necessários: sobretudo se você estiver em situação crítica de endividamento, é crucial que você reveja se os gastos tidos como necessários são, de fato, necessários. Seja rigoroso ao fazer essa seleção e divisão entre os grupos. Por mais que você fique temporariamente com um padrão de vida um pouco abaixo do que você estava acostumado, no futuro você colherá os frutos.

Antes de investir seu dinheiro, estude devidamente sobre o assunto: um dos maiores investidores do todos os tempos, o americano Warren Buffet, diz que as duas principais regras para os investimentos são 1) nunca perca dinheiro e 2) nunca esqueça a regra número 1. Por isso, jamais negligencie a necessidade de estudar sobre o assunto, pois do contrário você pode perder grandes quantias de dinheiro.

O conhecimento pode ser encontrado gratuitamente em canais no YouTube, cursos gratuitos, ebooks, sites, etc, ou de forma paga em casas de análise e publicações, como a Suno, a Empiricus, a Nord Research, etc. A ajuda de um profissional também é bem-vinda nesses casos.

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